Atribuições do profissional

Com ampla área de atuação, o engenheiro químico pode atuar em várias frentes. Na área de projetos o engenheiro químico realiza cálculos de equipamentos para projetos de instalação de plantas industriais ou parte dela, utilizando recursos computacionais. Especifica os materiais a serem empregados nos processos e normalmente trabalha em escritório, relacionando-se com fornecedores de equipamentos, área de produção, segurança, processos químicos, higiene e meio ambiente. Na área de produção, por sua vez, é responsável por comandar a equipe na unidade industrial, de forma a receber as matérias primas e conduzir os processos químicos dentro das normas de segurança, higiene, meio ambiente e qualidade, transformando-os em produto final. O trabalho é desenvolvido na unidade industrial e requer liderança e capacidade de trabalhar em equipe, sendo requisitadas as habilidades como gestor. Possui grande interação com outras áreas, como processos, logística, comercial, projetos, treinamentos e, também, com outros profissionais, como engenheiros mecânicos e eletricistas, devido às atividades de manutenção da unidade industrial (UFPR. 2014).
O engenheiro químico desenvolve, na área de processos, suas atividades junto ao engenheiro de produção, contribuindo para a melhoria e otimização dos processos de produção, fazendo uso de programas computacionais de simulação e cálculos de equipamentos. Além disso, sugere e acompanha ensaios e testes na área de produção. Na área de pesquisa e desenvolvimento, este profissional desenvolve atividades em laboratórios ou plantas piloto, realizando experimentos com fins internos da empresa, ou atendendo a solicitação de clientes externos relacionados à aplicação do produto. Essa atividade requer habilidades para o trabalho laboratorial, pesquisa bibliográfica, relacionamento com equipes, interação com marketing, projeto e produção (UFPR. 2014).
O desenvolvimento de pesquisa (tendo-se o cuidado em relação à proteção de patentes) é um grande diferencial competitivo. Nas indústrias de processos químicos algumas das características marcantes são as modificações de processos, as novas matérias-primas, os novos produtos e mercados. A partir dessas modificações cria-se ou inova-se para que as empresas possam evoluir em seu ramo de atuação (SHREVE, R. N.; BRINK JR., J. A. 2012).
Na área de higiene industrial, segurança e meio ambiente, são desenvolvidas normas e políticas de higiene industrial da unidade produtora (riscos e limites de exposição a um agente), implementa-se os programas de segurança dos colaboradores, de acordo com a legislação específica e a política da empresa. São estabelecidos procedimentos para evitar a contaminação ambiental por uma unidade e também ações a serem tomadas em caso de contaminação. O engenheiro químico pode atuar junto à atividade de projetos na solução e cálculo de equipamentos de proteção ao meio ambiente. A área comercial é outra possibilidade de atuação profissional, em que o mesmo pode atuar na área de vendas, como vendedor técnico de produtos ou serviços. Na área de marketing, pode promover a análise de mercado dos produtos e estratégias de comercialização. Na área de logística, o profissional envolve-se com a armazenagem e o transporte do produto, de acordo com as normas de segurança e meio ambiente. (UFPR. 2014).

Nas relações humanas, o engenheiro químico pode representar a empresa politicamente junto a órgãos governamentais para obter licenças e autorizações para produtos ou instalações de unidades, bem como em relações de exportação e importação. Recentemente, algumas empresas têm se utilizado deste profissional para atuar na área de recursos humanos por entender que o mesmo estaria melhor capacitado para desenvolver os planos de carreira, treinamento e seleção, tendo em vista o fato de ter vivenciado a atividade principal da empresa e suas políticas. Outra vertente que se apresenta para o engenheiro químico é a atuação na área de docência. São realizados cursos de pós-graduação (mestrado ou doutorado) no país ou no exterior e desenvolve-se atividades relacionadas ao ensino de nível superior ou pós-graduação, pesquisa e extensão (UFPR. 2014).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.      UFPR – Universidade Federal do Paraná. Curso de Engenharia Química. 2014. Disponível em: <http://www.cceq.ufpr.br/>. Acesso em 13 de abril de 2014. 
2.      SHREVE, Randolph Norris; BRINK JR., Joseph A. Indústrias de Processos Químicos. 4ª Ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koongan, 2012.

Pesquisa de opinião

  Submeteu-se um questionário à vinte e três engenheiros químicos, dos quais nove responderam ao questionário, sendo 56 % do sexo feminino e 44 % do sexo masculino (gráfico 1)

A maioria dos engenheiros está na faixa etária de 23 a 30 anos (78 %), 11 % estão entre 40 e 45 anos e a mesma porcentagem possui mais de 46 anos (gráfico 2). 


Entre os entrevistados, 56 % concluiu a graduação em Engenharia Química na faixa entre um e três anos, 22 % concluíram o curso há apenas um ano e a mesma porcentagem concluiu a graduação há mais de seis anos (gráfico 3).

O estágio foi a forma de inserção da maioria dos entrevistados (67 %) no mercado de trabalho (gráfico 4).

A maioria dos entrevistados recebe de cinco a sete salários mínimos (56 %), 22 % recebem de oito a dez salários mínimos e a mesma porcentagem recebe de cinco a sete salários mínimos, sendo que o salário mínimo atual é de R$ 724,00 (gráfico 5).


Petroquímica é a área de atuação da maioria dos profissionais submetidos ao questionário (44 %), sendo 11 % a porcentagem dos profissionais que atuam em cada uma das seguintes áreas: fármacos, ambiental, alimentos e bebidas, processos industriais (gráfico 6). A mesma porcentagem atua em laboratório de análises minerais.

Entre os entrevistados, 56 % trabalham no setor público (gráfico 7). A mesma porcentagem se especializou por meio da pós-graduação, 33 % não possuem especialização e 11 % se especializaram em refino do petróleo (gráfico 8).




A maioria dos engenheiros químicos participou de projetos de pesquisa em seu ambiente profissional (89 %), gráfico 9, concluiu a graduação em instituição pública (57 %), gráfico 10, e não teve oportunidade de trabalho no exterior (67 %), gráfico 11. Dois dos entrevistados não responderam sobre o tipo de instituição de ensino em que concluíram a graduação.







Entre os entrevistados, 56 % consideram a fluência em outros idiomas muito relevante na execução das atividades profissionais, 33 % consideram relevante e apenas 11 % consideram pouco relevante (gráfico 12).


Entre os profissionais submetidos ao questionário, 67 % têm suas expectativas atendidas em relação ao mercado de trabalho, 22 % não tiveram tais expectativas atendidas e 11 % tiveram essas expectativas parcialmente atendidas (gráfico 13). 67 % dos entrevistados apresentam bom nível de satisfação com a profissão e 33 % apresentam ótimo nível de satisfação (gráfico 14).




Elaborou-se uma pergunta aberta, para que os entrevistados pudessem responder livremente. A seguir, apresenta-se a pergunta e as respostas obtidas:

“Quais características, habilidades ou competência você considera essenciais para o sucesso profissional do engenheiro químico ?”
·         “Senso crítico, raciocínio lógico e boa comunicação para resolver problemas no ambiente conflitante de projetos”.
·         “É essencial que o profissional saiba ao menos uma língua estrangeira (nível avançado), que seja dinâmico e proativo e que se mantenha atualizado, não somente pela área em que atua, mas como todas que abrangem a Engenharia Química”.
·         Visão sistêmica, pensamento analítico e relacionamento interpessoal”.
·        “O engenheiro químico deve ser capaz de lidar com pressão, prazos e problemáticas, muitas vezes inéditas ou consideradas difíceis. Deve ser ponderado e saber equilibrar prioridades. Deve entender profundamente os processos que estão envolvidos em sua atividade, porque é exatamente o conhecimento prévio de variáveis, problemas e rotas alternativas que permite ao engenheiro tomar a melhor decisão no momento apropriado. Por ser generalista, é interessante para o profissional ser capaz de aprender constantemente novas áreas de conhecimento que lhe permitam ter visão mais ampla”.
·        “Comprometimento, trabalho em equipe, liderança, comunicação clara e objetiva, capacidade de análise e síntese, atualização constante”.
·        “Dedicação e comprometimento”.
·        “Bom relacionamento com a equipe de trabalho. Atualizar-se sempre, principalmente nas disciplinas técnicas. Ser inovador e cooperativo”.
Percebe-se que a maioria dos entrevistados são jovens e mulheres, embora a diferença entre o sexo dos mesmos seja pequena. A engenharia, de forma geral, é uma área majoritariamente masculina. Em 2011, 83,56 % dos indivíduos declarados engenheiros no Brasil eram do sexo masculino (SALERNO, M. S. et al. 2013). A pesquisa de opinião contradiz essa tendência, mas deve-se ressaltar que a mesma foi realizada com um número limitado de profissionais e, quanto maior a quantidade de indivíduos, mais representativa é a amostragem. Contudo, sabe-se que há um pequeno aumento do número de profissionais de engenharia do sexo feminino desde 2005, conforme gráfico 15. Grande parte dos engenheiros entrevistados possui, no máximo, três anos de conclusão da graduação. 


O estágio foi a forma de inserção no mercado de trabalho para a maioria dos profissionais entrevistados, o que revela a importância do mesmo para os estudantes de Engenharia Química. Outro fator que merece tal importância é a alta relevância da fluência em outros idiomas, necessária para o desenvolvimento das atividades profissionais principalmente no Brasil, uma vez que a porcentagem de profissionais entrevistados com possibilidade de trabalhar no exterior é minoritária. Deve-se ressaltar, no entanto, que a maioria dos mesmos possui pouca experiência no mercado de trabalho. Em relação ao setor de atuação profissional, o setor público emprega a maioria dos engenheiros participantes da pesquisa, embora a diferença entre este e o setor privado não seja discrepante.
Em relação às áreas de atuação, a petroquímica mostrou-se dominante em relação às demais, sendo esta uma atividade industrial voltada para a produção de petróleo e derivados. Esse fato reflete a plena expansão do setor no Brasil. O petróleo e seus derivados são essenciais para o desenvolvimento do país e seu desempenho no cenário econômico mundial. Atualmente o Brasil ocupa a 16ª posição no ranking mundial quanto às reservas de petróleo (PETROBRAS, 2014).
A realização de especialização foi opção predominante entre os engenheiros entrevistados. Pode-se inferir que o mercado de trabalho apresenta-se exigente em relação ao nível de qualificação profissional, sendo apenas a graduação insuficiente para uma boa colocação neste mercado. Pode-se inferir, ainda, que uma vez que o curso de Engenharia Química é generalista, a atuação no mercado de trabalho requer uma especialização adicional.
Apenas um dos nove engenheiros químicos entrevistados não participou de um projeto de pesquisa em seu ambiente profissional. Esses dados refletem as necessidades do mercado de trabalho atual, em que a busca por novas tecnologias e pela melhoria das já existentes torna-se um diferencial competitivo.
A capacidade de inovação é, nesse contexto, motor e diferencial da economia, vetor decisivo para as transformações sociais e a sustentabilidade. Nesse ambiente, somamse às funções tradicionais do engenheiro os novos atributos solicitados pela nova conjuntura. Ele deve, durante toda a sua vida profissional, gerar, dominar e empregar tecnologias, em vista da produção de bens e serviços que atendam, oportunamente, às necessidades da sociedade, com qualidade e custos apropriados (SALERNO, M. S. et. Al. 2013).
Porcentagem majoritária dos entrevistados se graduou em instituições públicas, não sento, entretanto, muito discrepante as porcentagens entre ambas as respostas (instituições públicas ou privadas), o que pode dever-se ao fato de que as instituições públicas ministram o curso de Engenharia Química há mais tempo em relação às instituições privadas.
As Tabelas 1 e 2 permitem uma análise mais detalhada acerca da relação entre a faixa salarial e os outros aspectos detectados na pesquisa de opinião, para que se possa ter uma visão geral das possíveis influências exercidas pelos mesmos.

 Conforme esses dados, não há discrepâncias entre o sexo dos profissionais e o salário recebido, uma vez que a quantidade de engenheiros que recebem os maiores salários é a mesma e a maioria dos profissionais de ambos os sexos recebe a mesma faixa salarial (de 5 a 7 salários mínimos). Conforme esperado, a faixa salarial está relacionada ao nível de especialização profissional, sendo que ambos os profissionais que recebem os maiores salários efetuaram pós-graduação ou outra especialização.O mesmo é observado em relação à fluência em outros idiomas: nenhum dos profissionais que considera essa fluência pouco relevante tem seus salários entre as maiores faixas salariais.
Assim como o gênero, também não há discrepâncias em relação ao setor de atuação profissional, uma vez que a quantidade de profissionais que recebem os maiores salários é a mesma e a maioria dos engenheiros recebe a mesma faixa salarial (5 a 7 salários mínimos). Contudo, percebe-se que os profissionais graduados em instituições públicas recebem os maiores salários. Porém, deve-se levar em consideração outro fator relevante, a faixa etária dos profissionais. Conforme os dados apresentados, os profissionais que recebem os maiores salários possuem mais de 40 anos, podendo-se inferir que possuem mais experiência no mercado de trabalho.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 1.      SALERNO, Mario Sergio. et al. Tendências e Perspectivas da Engenharia no Brasil -  Relatório EngenhariaData 2012 - Formação e Mercado de Trabalho em Engenharia no Brasil. Observatório da Inovação e Competitividade . Núcleo de Apoio à Pesquisa da USP. Abril de 2013. Disponível em: <http://www.iea.usp.br/eventos/documentos/engenhariadata-2014-formacao-e-mercado-de-trabalho-em-engenharia-no-brasil-relatorio-2012>. Acesso em 11 de maio de 2014.
2.      PETROBRAS. Cenário da Indústria de Energia. Profissões de Futuro. 2014. Disponível em: <http://www.profissoesdefuturo.com.br/cenario-da-industria-de-energia>. Acesso em 11 de maio de 2014. 











Registro profissional e fiscalização

Os profissionais graduados em Engenharia Química devem estar registrados no Conselho Regional de Química (CRQ) para o exercício de suas atividades. Precedente à existência do CRQ e do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) o Decreto nº. 24.693, de 12.07.34 estabeleceu que o engenheiro químico é um profissional da Química. O Decreto-Lei nº. 5.452, de 01.05.43 – C.L.T. (Consolidação das Leis de Trabalho), que regulamenta a profissão de químico, estabeleceu, nos artigos 325, 326 e 334, que a Engenharia Química está compreendida entre as atividades da profissão de químico (CRQ-IV. 2014).
O Decreto-Lei 5.452/1943 incube, como órgão fiscalizador do exercício profissional da química, o Departamento Nacional do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência Social, o qual estendia esta função a outras categorias profissionais, pois ainda não haviam sido criados os Conselhos das Profissões Regulamentadas tais como existem hoje. O Decreto-Lei 8.620 de 10/01/1946 dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor, regido pelo Decreto nº 23.569 de 11/12/1933, que criou o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia e seus Conselhos Regionais. Apenas no seu Artigo 16, o Decreto-Lei autoriza o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia a estabelecer as atribuições, entre outros, dos engenheiros químicos. Desta forma, na década de 1950, alguns engenheiros químicos registraram-se nos CREA’s, antes da promulgação da Lei 2.800/1956 (ALEVATO, S. J. 2014).
Com o advento da Lei nº. 2.800, de 18.06.56, que criou os Conselhos Federal e Regionais de Química, a Fiscalização do exercício da profissão de químico passou a ser de responsabilidade dos CRQ’s, sendo que os engenheiros químicos possuem representação garantida na composição destes Conselhos. Assim, destacou-se nos artigos 22 e 23 da Lei nº 2.800/56 que os profissionais registrados nos CREA’s deveriam efetuar o registro adequado no CRQ (CRQ-IV. 2014). Conclui-se que os engenheiros químicos devem ser registrados unicamente nos CRQ’s para exercício de sua atividade profissional. Segue jurisprudência sobre a questão:
Importante decisão judicial sobre a matéria foi emitida pelo Juízo da 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de São Paulo, que em 15.01.97, denegou o pedido de Mandado de Segurança Coletivo impetrado pelo CREA-SP, em nome de toda a classe de engenheiros químicos, a fim de que ficassem desobrigados ao registro no CRQ-IV. A fundamentação da decisão está sustentada no fato de que o CREA não tem legitimidade para representar a "classe" dos Engenheiros Químicos e correlatos, e eventual acatamento do pedido do CREA-SP poderia "vir contra interesses de alguns membros da "classe", bastando ver que há engenheiros químicos que estão registrados no Conselho de Química e não no Conselho de Engenharia". O Magistrado ressaltou que o CREA não é órgão exclusivo da categoria dos engenheiros químicos, uma vez que a Lei nº 2.800, de 18/06/56 (que criou o CFQ e os CRQ’s) dispõe expressamente em seu art. 4º, alínea "c", que entre os membros do Conselho Federal de Química estará pelo menos um engenheiro químico, confirmando o que prevê o art. 5º, parágrafo 1º dessa mesma lei, quando estabelece que dentre os nove Conselheiros Federais haverá no mínimo 1/3 de Engenheiros Químicos (CRQ-IV. 2014).
Os CREA’s possuem câmaras especializadas para julgar e decidir sobre assuntos de fiscalização e sua competência profissional e infrações do Código de Ética.

Abrange as áreas: petroquímica, têxtil, química, alimentos, plásticos e materiais e trata dos processos de interesse industrial que envolvem as transformações físicas, químicas e físico-químicas da matéria, analisando e controlando os processos em sua composição, estado físico e/ou conteúdo energético, combinados com os aspectos econômicos, de segurança e de proteção ao meio ambiente. O objetivo é utilizar e converter recursos naturais de forma adequada ao atendimento das necessidades e aspirações humanas, desde sua concepção até o tratamento e destinação final de resíduos e efluentes. Compreende os profissionais da engenharia química, engenharia de petróleo, engenharia têxtil, engenharia de plásticos, engenharia de alimentos, engenharia de materiais, engenharia industrial-química, engenharia de operação (petroquímica, química e têxtil), engenharia de produção (materiais, química e têxtil), engenharia bioquímica, tecnólogos e técnicos (CREA-RS. 2014).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.      CRQ-IV Região. Engenheiros. 2014. Disponível em: <http://www.crq4.org.br/engenheiros>. Acesso em 12 de abril de 2014.
2.      ALEVATO, Sérgio de Jesus. Registro Profissional. EXA EQ UFRJ – Associação de ex-alunos de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2014. Disponível em: <http://exaeq.org.br/registro-profissional-2/>. Acesso em 11 de maio de 2014.
3.      CREA-RS. Engenharia Química. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul. 2014. Disponível em: <http://www.crea-rs.org.br/site/index.php?p=engenhariaquimica>. Acesso em 11 de maio de 2014.

Históricos e projeções

A profissão de Engenharia Química foi inicialmente proposta em 1880 por George Davis (figura 1) , um inspetor de segurança que identificou a necessidade desse profissional, uma vez que as indústrias químicas, até então, eram operadas por engenheiros mecânicos que tinham seu trabalho aliados ao de químicos. Os fundamentos dessa nova profissão foram propostos por ele em um conjunto de doze aulas. Porém, essas alterações não foram bem aceitas pela comunidade acadêmica da época. O início da profissão se deu em 1888, quando Lewis Norton (figura 2) estabeleceu sua estruturação no MIT - Massachussets Institute of Technology (PORTAL, 2007).

                                                                 Figura 1: George Davis (1850 – 1907). (PORTAL, 2007)



Figura 2: Lewis Norton. (PORTAL, 2007)

Ambas as guerras mundiais impulsionaram a Engenharia Química, por meio da indústria química. Posteriormente, a indústria petroquímica causou grande desenvolvimento (PORTAL, 2007). Atualmente, a Engenharia Química ampliou largamente sua área de atuação, estando presente em praticamente todos os aspectos cotidianos.
O curso de Engenharia Química forma profissionais com um perfil generalista, para que sejam capazes de atuar nas diversas etapas de um processo produtivo, sendo responsáveis por todo o processo industrial. Assim, viabilizam em escala industrial os processos físicos e físico-químicos desenvolvidos em laboratório (COMVEST, 2013).
O primeiro curso de graduação em Engenharia Química criado no Brasil foi junto à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e data de 1925, resultado da fusão e atualização dos cursos de Química e Engenharia Industrial. Somente vinte e cinco anos depois, em 1950, surge o segundo curso de Engenharia Química, junto à Faculdade de Engenharia Industrial da Universidade Católica de São Paulo. Em 1952 a Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil cria também o curso de Engenharia Química no Rio de Janeiro, com currículo bem atualizado. Nos anos subsequentes seguiram-se as instalações de cursos pelas Universidades Federais de outros Estados (RODRIGUES, C. G. 2009).
Transformar as matérias em produtos economicamente eficientes, preservando o meio ambiente e operando com segurança e confiabilidade são desafios deste profissional, que tem vasto campo de atuação: petroquímica, alimentos e bebidas, açúcar e álcool, fármacos, cimento, mineral, siderúrgica, produtos químicos diversos, polímeros, cosméticos, meio-ambiente, tintas e vernizes, explosivos, biotecnologia, fertilizantes, papel e celulose, entre outras (UNICAMP, 2014).

A quantidade de indústrias que precisam de novos produtos e processos amplia-se constantemente. A competitividade e escassez de matérias primas, além do seu alto custo, exigem das organizações inovação. Por isso, o mercado de trabalho para o engenheiro químico encontra-se cada vez mais amplo e diversificado, com perspectivas de crescimento.

Face às evoluções recentes da Engenharia Química, que ocorreram brevemente, já existem oportunidades nas áreas de engenharia molecular, nanotecnologias, energias renováveis, tecnologias da informação, engenharia de software, entre outras (PORTAL, 2007).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.      Portal de Laboratórios Virtuais de Processos Químicos. 2007. Disponível em: <http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1>. Acesso em 26 de março de 2014.
2.      COMVEST – Comissão Permanente Para os Vestibulares. Engenharia Química: projetando ou gerenciando. 2013. Disponível em: <https://www.comvest.unicamp.br/cursos/eng_quimica.html>. Acesso em 06 de abril de 2014.
3.      RODRIGUES, Cristiane Garcia. Introdução à Engenharia Química. Centro Universitário de Belo Horizonte – UniBH. Departamento de Ciências Exatas e Tecnologia. Curso de Engenharia Química. Belo Horizonte, 2009. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAybUAH/apostila-introducao-a-engenharia-quimica>. Acesso em 26 de março de 2014.
4.      Unicamp - Faculdade de Engenharia Química. Graduação. 2014. Disponível em: <http://www.feq.unicamp.br/graduacao-lateral>. Acesso em 26 de março de 2014. 


Espaço destinado à divulgação de informações sobre a Engenharia Química, seus aspectos históricos e possibilidades futuras, áreas de atuação, registro profissional e fiscalização. Neste espaço divulga-se, também, uma pesquisa de opinião realizada com profissionais atuantes na área, traçando-se um panorama atual do mercado de tabalho.